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Diferença entre renda fixa e renda variável

Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Para compor uma carteira de investimentos o ideal é mesclar estratégias de renda fixa com variável.

Escolher entre renda fixa ou renda variável para investir seu dinheiro pode ser um desafio. Cada uma delas tem rendimentos, características e possibilidades bem diferentes. Bora entender um pouco mais sobre elas?

Os ativos de renda fixa e variável apresentam níveis diversos de risco e por isso cada perfil de investidor.

Quais são as principais diferenças?

Na renda fixa, o investidor sabe qual será a rentabilidade do ativo antes mesmo de realizar o investimento. Ou seja, ele tem previsibilidade sobre quanto o dinheiro irá render. Já na renda variável não há previsibilidade: o preço dos ativos pode sofrer variações o tempo todo. E são vários os fatores que influenciam os ativos de renda variável, como a economia do país, a taxa de juros, inflação, desemprego, resultados externos e o cenário político.

A principal diferença entre investimentos em renda fixa e renda variável é o risco, que na renda variável é muito maior. Um detalhe importante: o risco não é zero em investimentos de renda fixa. Por exemplo, existe o risco de o emissor não cumprir com a obrigação assumida.

Uma garantia que alguns ativos de renda fixa possuem é a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para valores de até R$ 250 mil, ele garante o pagamento caso o emissor quebre. Na prática, isso funciona assim: se você investir R$ 40 mil em CDB de um banco e ele falir, o FGC garantirá o pagamento desse investimento caso o rendimento não ultrapasse o teto de R$ 250 mil.

Já os ativos de renda variável trazem a possibilidade de maior rendimento. Geralmente, quanto maior o risco, maior a possibilidade de ganhos.

Se você está começando a investir ou prefere uma rentabilidade mais estável e segura, opte pela renda fixa. Se quer arriscar um pouco ou já possui um perfil de investidor arrojado, a renda variável é indicada para você. Vale ressaltar que uma boa estratégia contemplam os dois tipos de ativos, de diferentes fontes e com diferentes objetivos.

Quais são os principais tipos de Renda Fixa

Os títulos de renda fixa podem ser classificados em relação a forma de rentabilidade.

Títulos Prefixados

Os títulos prefixados tem o rendimento fixo, ou seja, ele não se altera ao longo do tempo. Por exemplo, se ele for de 7% ao ano, será essa a rentabilidade até o vencimento do investimento.

Esses títulos são indicados para quem busca previsibilidade, pois é possível calcular o quanto o dinheiro irá render até o fim do investimento.

Exemplos de títulos prefixados são:

  • CDB
  • LC
  • Tesouro Direto Prefixado

Títulos Pós-Fixados

Já os títulos pós-fixados têm a rentabilidade atrelada a um indexador. Por exemplo, a Taxa Selic ou o CDI. Caso essas taxas flutuem, seu investimento segue a mesma tendência.

Por isso, para investir nesses ativos é importante analisar os movimentos da economia, ok?

Exemplos de ativos pós-fixados são:

  • Tesouro Direto Selic
  • LCI
  • CDB
  • LCA
  • LC

Títulos Híbridos

Os títulos de rentabilidade híbrida têm uma parte fixa e uma variável. Por exemplo, ele pode render 6% + IPCA.

Assim como os títulos pós-fixados, eles também variam com o tempo. Porém, como tem parte da rentabilidade fixa, tem uma parte mais “garantida”.

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Um dos pontos positivos desse investimento é o ganho real, já que a taxa fixa é a remuneração acima da inflação.

Exemplos de títulos com rentabilidade híbrida são:

  • CDB
  • Tesouro Direto IPCA+
  • CRI
  • CRA
  • LCI
  • LCA
  • LC

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Quais são os principais tipos de Renda Variável

Existem diversos ativos de renda variável. Separamos alguns para você conhecer melhor.

Ações

As ações são o investimento de renda variável mais conhecido. Investir em ações nada mais é do que comprar uma pequena fração de uma empresa, já que é uma parte do capital social dela.

Se você for entrar no mundo dos investimentos em ações, saiba que o caminho é escolher bem a empresa. Pesquise seu histórico, projeções, o mercado onde está inserida, quem são seus gestores e outras informações importantes. Invista em empresas sólidas e que você acredita.

Não se esqueça que é importante diversificar sua carteira, principalmente com ativos de renda variável, por isso, não aposte tudo em apenas um ativo.

Opções

Opções é um tipo de investimento que garante ao investidor o direito de comprar ou vender um ativo em uma data futura. Os contratos desse tipo de investimento têm a especificação de uma data de vencimento e o prêmio de risco da operação. Em outras palavras, você não negocia o ativo em si, mas o prêmio da operação.

O risco de investir em opções é considerado super alto e, portanto, é indicado para investidores arrojados e não é recomendado alocar grande parte da carteira em opções.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Se você quer investir no mercado imobiliário, os FIIs podem ser uma boa opção. Eles são frações de obras tais como shoppings, galpões logísticos ou novos empreendimentos.

A rentabilidade dos FIIs vem da valorização das cotas do fundo, que tem sua precificação diariamente pelos investidores. Além disso, há também o pagamento de aluguéis mensais, assim como em imóveis físicos. Você ganha com a valorização das cotas (se ela valorizar) e com o pagamento de aluguéis.

Conclusões

Diversificar a carteira é distribuir o risco em diferentes investimentos. Assim, você tem a possibilidade de ter uma rentabilidade maior e não tem tanto risco.

A diversificação faz com que um ativo compense o outro. Por exemplo, se você investir em ações, mas elas não terem a rentabilidade esperada, os investimentos em CDB podem compensar com uma rentabilidade mais garantida.

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