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Dicas para introduzir finanças pessoais para seus filhos

Dicas para introduzir finanças pessoais para seus filhos

A educação financeira deve ser incentivada desde cedo – economia e investimento devem fazer parte dessa orientação.

A educação financeira ainda é um grande tabu para as famílias brasileiras. Nossa relação com o dinheiro não é direcionada durante a infância e intimamente acreditamos que o indivíduo, ao crescer, saberá se relacionar com o dinheiro da forma que ele melhor conceber.

Entretanto, essa cultura não tem sido a mais efetiva – estima-se que, no Brasil, cerca de 38% da população adulta esteja endividada e inadimplente. Esses números assustam se considerarmos que o desemprego e a falta de renda cercam 14% das famílias brasileiras.

Por essa razão, acreditamos que falar sobre educação financeira é vital para criarmos uma cultura financeira desde cedo, ensinando as crianças uma forma mais objetiva de lidarem com o dinheiro. Com responsabilidade financeira e orientação para o consumo teremos adultos mais conscientes e cidadãos mais responsáveis. O uso de livros, jogos, gincanas podem ajudar e muito nesse processo.

Por que a educação financeira é importante?

Educar as crianças para serem cidadãos mais responsáveis é o grande objetivo. Através de orientações básicas sobre consumo consciente, registro de entradas e saídas de dinheiro, economia e investimento, entre outros pontos é possível criar uma cultura financeira ainda na infância, quando ainda estão sob nossos cuidados e relativamente distantes da massificação dos padrões de consumo impostos pela mídia.

Vivemos uma repetição de valores: um pai ou mãe que vivam endividados, acabam de uma maneira ou de outra reproduzindo essa cultura, uma vez que aprendemos por experiências. A educação financeira proporciona maior controle nos impulsos de consumo e com isso desenvolver uma relação mais saudável com o dinheiro e o poder de compra.

Além disso, a educação financeira é importante para:

  • Diminuir os índices de estresse ao longo da vida;
  • Autonomia e independência;
  • Obter maior senso de responsabilidade;
  • Estimular os conhecimentos lógico-matemáticos;
  • Autoconfiança e tomadas de decisão;
  • Consciência social e ampliação da visão de mundo;

Quando começar e como educar financeiramente?

Você deve orientar seu filho financeiramente o mais cedo possível. Ao educar as crianças para as finanças desde cedo, maior é a chance dela se tornar um adulto responsável, consciente e com as finanças equilibradas.

Por volta dos dois anos, a criança começa a interagir com mundo a sua volta – com essa idade ela já pode brincar com jogos educativos de moedas e cofrinhos. Você poderá mostrar as moedas grandes de plástico e separar por quantidade, por cores ou números. A criança precisa dos estímulos lúdicos para que essa experiência seja bem vivenciada por ela.

Dicas de educação financeira

Sempre é importante demonstrar à criança sobre a importância das trocas, do uso do cartão de crédito e débito.

Muitas crianças não associam o uso dos cartões como uma das formas de empréstimo e sim como mais uma fonte de renda.

Quanto mais cedo elas entenderem a dinâmica do cartão de crédito, menor será sua tendência ao consumo desnecessário.

Ensine sobre o valor do dinheiro

As crianças tem uma curiosidade natural em saber como as coisas funcionam – tudo é muito novo para elas e saber de onde vem seu sustento faz parte importante do seu processo de ensino-aprendizagem.

Familiarizar a criança com sua forma de trabalho como fonte de renda também é imprescindível para que ela estabeleça uma relação sadia com o dinheiro. Por isso, procure levá-las para conhecer seu ambiente de trabalho, mostre-as como você faz, de que forma ganha seu dinheiro e como você faz para administrá-lo.

Essa intimidade com o dinheiro é salutar para que elas possam compreender que o dinheiro não dá em árvore!

Esforço e recompensa

A educação financeira pode ser de grande ajuda para orientar a criança para o trabalho e a recompensa. Todo esforço que ela empreender consistirá em uma recompensa pelo seu trabalho empregado.

Assim, incentive as iniciativas de vendas de brinquedos, roupas, acessórios e jogos usados. Elas se sentirão seguras em assumir seu próprio negócio. Há na internet diversos casos de crianças com inclinações empreendedoras, então, por que não as orientar nesse sentido?

Mesada

As crianças maiores, com idades entre 7 e 8 anos já podem receber uma pequena quantia semanal ou mensal – a famosa mesada.

Ao conceder esse benefício é importante fazer ver à criança de que ela terá compromissos e responsabilidades a cumprir para merecer esse pequeno benefício que poderá ser usado para adquirir produtos ou serviços que estejam além do que os pais usualmente proporcionam e dentro do poder de decisão da própria criança.

A ideia é fortalecer na criança a ideia de que todo esforço tem uma recompensa. O ganho da mesada é proporcional à realização de algumas tarefas solicitadas (dentro do comportamentalismo e dos estudos de estímulo-resposta.)

Controle e registro de gastos

A administração da mesada é fundamental para a boa relação com o dinheiro. A criança poderá aprender a registar seus ganhos e gastos numa planilha impressa ou mesmo sob a forma de aplicativo.

Os pais podem ensinar a criar categorias e a inserir os dados, levando em consideração o que a criança visa fazer com a mesada recebida, o quanto ela precisará para conquistar o que deseja e o tempo que ela levará para adquirir esse privilégio. Nesse quesito, você pode aproveitar para rever conceitos das quatro operações matemáticas e aferir os conhecimentos das crianças, atribuindo-lhes pequenos problemas lógico-matemáticos na prática.

Poupança e investimento

Toda educação financeira deve ser orientada para que a criança aprenda a economizar o que recebe e investir esse capital – seja por meio de poupança ou mesmo investir em algo que faça sentido à ela. Explique sobre as perdas e ganhos, os juros, as taxas.

Conforme a criança for crescendo e aumentando sua mesada faça com que ela aprenda a economizar pelo menos 20% do que receber todo mês e deixar guardado. Se ela aprender esses valores desde cedo quando adulta saberá conduzir suas próprias finanças com segurança e autonomia.

Consumo consciente

É dever de todo pai, mãe ou responsável legal orientar a criança para o consumo consciente. Mostre à criança o que é exatamente cada produto que ela vê anunciado. Explique sobre as armadilhas embutidas em cada anúncio e em cada oferta de marketing.

A criança é motivada pelo que lhe é atraente e pelo que os colegas e a sociedade lhes mostram como parâmetros de aceitação (ou seja, ela será aceita pelo grupo se tiver esse ou aquele produto, se ela fizer essa ou aquela atividade).

Diante do consumo consciente a criança aprenderá que nem sempre o que é imposto pelas marcas e pela sociedade é o que ela realmente deseja. Mostre-lhe opções e deixe-a escolher conforme seu próprio gosto e deliberação.

Oriente brincando

Alguns jogos de tabuleiro e online que você pode brincar com seu filho:

  • Quebrando o Cofrinho (online, 2 a 4 anos);
  • Vamos Poupar (online, 6 a 10 anos);
  • Banco Imobiliário (a partir de 8 anos);
  • Jogo da Vida (a partir de 8 anos);
  • SimCity (aplicativo, a partir de 10 anos);
  • BanKids (online, até 12 anos);
  • Bate-bola Financeiro (online, 14 a 18 anos);
  • Aplicativo Tindin – que é uma mesada eletrônica gamificada (ou seja, com recursos de jogos) para ensinar conceitos financeiros ao público infantil.
  • Poupadin é apresentado com o formato de game para tablets Android ou PCs, cujo objetivo é ensinar educação financeira de maneira divertida e didática para as crianças.
  • Jogo Renda passiva, desenvolvido pelo educador financeiro Gustavo Cerbasi para adolescentes é ideal para desenvolver a inteligência financeira.

Livros sobre educação financeira

  • Almanaque Maluquinho – Pra que dinheiro? (Ziraldo, 2017) – nesta obra, o personagem Menino Maluquinho ensina às crianças a lidar com o dinheiro.
  • Como falar de dinheiro com seu filho (Cássia D´Aquino, 2017) – a educadora elaborou um guia para ajudar os pais na educação financeira infantil dentro de casa.
  • “Ganhei um Dinheirinho — O Que Posso Fazer Com Ele?” (Cássia D´Aquino, 2017) se destaca pelas orientações sobre gestão de finanças e controle de impulsos consumistas.
  • Versinhos da Prosperidade (Álvaro Modernell e Cibele Santos, 2010) os autores abordam a educação financeira na forma de versinhos.
  • “Dinho e suas finanças” (Programa de Educação Financeira nas Escolas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) conta a história de Dinho, um menino que ganha um presente especial em seu aniversário de 12 anos e inicia uma jornada de educação financeira até se tornar um adulto responsável e organizado.

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