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Glossário do Investidor - Termos de Investimento

Título Privado

Os títulos privados possuem emissão através das instituições privadas, e são alternativas da renda fixa. Essas instituições podem ser bancos, financeiras ou até mesmo empresas.

O dinheiro destes títulos será utilizado para as atividades e projetos destas instituições privadas. Em troca, o investidor recebe juros com CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), por emprestar seu dinheiro.

Este tipo de investimento pode ser realizado por investidores com perfil conservador, moderado e arrojado. Tudo dependerá das estratégias aplicadas por cada investidor.

Quais as propriedades dos títulos privados?

Os títulos privados possuem várias opções e suas propriedades podem variar. Alguns títulos possuem maiores prazos, não possuem liquidez ou possuem isenção de IR (Imposto de Renda).

Outras propriedades destes títulos é que eles podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.

Alguns títulos privados possuem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e outros não. Os CDBs por exemplo são protegidos pelo FGC, já as Debêntures não são protegidas.

Isso ocorre pelo fato de alguns ativos proporcionarem mais rentabilidade para compensar os seus altos riscos.

Os títulos privados possuem tributação?

Os títulos privados possuem a mesma tributação dos títulos públicos, Vamos conhecer as porcentagens cobradas referente ao IR:

  • Até 180 dias da aplicação – 22,5%;
  • De 181 até 360 dias da aplicação – 20%;
  • De 361 até 720 dias da aplicação – 17%;
  • Acima de 720 dias da aplicação – 15%.

O valor dos impostos irá diminuir conforme o tempo de aplicação.

Já o IOF terá uma cobrança se o resgate do investimento for for menor que o período de 30 dias. Quando o investidor resgata o seu investimento após os 30 dias, não haverá o pagamento do imposto.

A cobrança do IOF sofre variações com base em cada aplicação que pode ter início com 96% de alíquota e ter fim com 3%. Esses descontos dependem do período em que o investimento for resgatado.

Qual a liquidez dos títulos privados?

Os títulos privados possuem uma rentabilidade mais alta em comparação aos títulos públicos.

Isso ocorre devido ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é um bastante recomendado no mercado de renda fixa brasileiro.

Os títulos privados possuem uma rentabilidade semelhante aos títulos públicos. Vamos conhecê-las:

  • Prefixado – o cálculo do rendimento será realizado no ato das negociações. Assim, o investidor já saberá qual será a sua rentabilidade final;
  • Pós-fixada – a rentabilidade acompanhará um índice ao longo do período do investimento;
  • Híbrido – esta opção possui rentabilidade prefixada e pós-fixada.

Geralmente as instituições privadas oferecem uma porcentagem de 100% do CDI como rentabilidade.

Exemplo:

Um CDI com 10% ao ano e uma instituição privada oferece um CDB com lucro de 95% do CDI. Isso significa que o CDB terá rentabilidade de 9,5% ao ano.

Quais os tipos de títulos privados?

Os títulos privados se diferenciam por sua liquidez, rentabilidade e riscos. Vamos conhecer quais os tipos dos títulos privados:

CDB

O CDB (Certificado de Depósito Bancário), é emitido por bancos com o objetivo de financiamento de suas atividades.

O dinheiro emprestado pelo investidor para o banco poderá ser utilizado para atribuir empréstimos para seus clientes.

Os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou possuir indexação aos índices da inflação.

Algumas opções possuem uma liquidez diária e outras só podem liberar sua rentabilidade no vencimento do título.

Uma grande vantagem para o investidor é que o CDB é protegido pelo FGC.

LCI e LCA

As LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) possuem muita semelhança com os CDBs. A diferença é que a utilização do dinheiro do investidor irá para financiamentos em projetos do setor imobiliário e do agronegócio.

Estas opções de investimento não possuem a cobrança do IR, ou seja, são isentas.

LC

As LCs (Letras de Câmbio) também possuem semelhança com o CDB. A diferença é que a sua emissão é realizada por financeiras, ou seja, o dinheiro é utilizado como capital de giro e para empréstimos.

A LC também possui a proteção do FGC.

CRI e CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), são títulos privados com base em fluxos de pagamentos de aluguéis e imóveis.

O CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), são títulos privados com base em direitos creditórios de operações de financiamentos com base nas atividades do agronegócio.

Estes títulos possuem isenção do Imposto de Renda. Mas, não possuem a proteção do FGC.

Sendo assim títulos que podem acarretar em prejuízos para o investidor.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida com emissão através das sociedades anônimas (S/A).

Elas podem ser comuns ou incentivadas. Os valores captados para as debêntures  incentivadas são enviados para projetos de desenvolvimento para o país. Assim, este tipo de investimento possui isenção de IR.

Insights finais

Para aqueles investidores que desejam aplicar seu dinheiro em títulos privados, devem levar em consideração o seu perfil de investidor. É a partir desta definição que o investidor decidirá quais riscos pretende correr ou não.

Também é essencial que o investidor analise bem os títulos privados antes de realizar as suas negociações. Principalmente quais são as rentabilidades, impostos etc.

A principal forma de começar é entender quais são seus planos e objetivos, e quais as melhores opções que se aplicam para que estes objetivos se concretizem.

Para que o investidor tenha sucesso em seus investimentos, ele deverá analisar todas as opções, além de conhecer bem em qual opção pretende aplicar o seu dinheiro.

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